domingo, 8 de março de 2026

Como ganhei a 20° Serra do Rio do Rastro

Eu sou Eduardo Freire Macedo, campeão da 20ª Serra do Rio do Rastro, campeão gaúcho de ciclismo na categoria Master e vice-campeão gaúcho na Elite.

A Serra do Rio do Rastro é considerada por muitos ciclistas uma das subidas mais difíceis do Brasil. Com dezenas de curvas fechadas e uma inclinação constante, ela exige muito mais do que força física. Para vencer ali, é preciso preparo, estratégia e, principalmente, muita cabeça.

No dia da prova, as condições eram extremas. Estava chovendo muito, uma chuva torrencial, daquelas que deixam o asfalto pesado, a visibilidade ruim e tornam cada pedalada ainda mais difícil. Mas, ao mesmo tempo, eu sabia que estava pronto para aquele momento.

Eu me preparei seis meses especificamente para essa prova. Foram meses de treinos duros, controle de potência, planejamento e muita disciplina. Mas, olhando hoje, eu percebo que na verdade eu estava me preparando para essa subida a vida inteira.


https://www.youtube.com/watch?v=8K5PM2SNGBs

Quando eu era pequeno, eu cresci em um lugar que tinha uma subida muito íngreme no fundo do quintal. Era daquelas rampas que parecem impossíveis para uma criança subir de bicicleta. Mesmo assim, eu sempre tentava. Caía, voltava, tentava de novo. Aquela subida virou uma obsessão.

Durante muito tempo, o meu objetivo era simplesmente conseguir chegar lá em cima pedalando.

No dia em que finalmente consegui vencer aquela subida da infância, eu fui contar para o meu pai, todo orgulhoso. E lembro como se fosse hoje: ele olhou para mim e disse algo que ficou marcado para sempre.

Ele falou:“venceu essa subida… mas a subida mais dura de todas é a Serra do Rio do Rastro.”

Aquilo ficou na minha cabeça.

Anos depois, ali estava eu, na linha de largada de uma das provas mais tradicionais do ciclismo brasileiro, encarando justamente aquela montanha que meu pai tinha mencionado quando eu ainda era criança.

E naquele dia, mesmo com chuva forte, frio e uma subida brutal pela frente, tudo fez sentido.

Porque no fundo, aquela vitória não começou ali.

Ela começou lá atrás, naquela pequena subida do fundo do quintal.

A estratégia da corrida, os momentos decisivos da prova e o segredo que me levou a vencer a 20ª Serra do Rio do Rastro eu explico em detalhes no vídeo que está disponível no meu canal do YouTube.


https://www.youtube.com/watch?v=4DC6ZkRYHwo&t=1546s

Ali eu conto exatamente como ganhei a Serra do Rio do Rastro, quais decisões fizeram diferença na subida e como foi possível conquistar essa vitória em uma das montanhas mais icônicas do ciclismo brasileiro..



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Quem me acompanha em 2026


O que me acompanha em 2026

Eu sou Eduardo Macedo, campeão da 20ª Serra do Rio do Rastro, campeão gaúcho de ciclismo na categoria Master e vice-campeão gaúcho na Elite.

Se tem uma coisa que eu aprendi no ciclismo é que nada vem fácil. Tudo tem história. Cada equipamento, cada escolha, cada peça da bicicleta normalmente carrega muito trabalho por trás.


Em 2026, a bicicleta que me acompanha é uma Wilier Filante. Uma bicicleta que eu conquistei com o meu próprio dinheiro. E não foi fácil comprar ela. Foi feita de muitas parcelas, muita venda de outras bicicletas e muitas escolhas difíceis no caminho. Quem pedala e trabalha sabe exatamente como é isso. Às vezes a gente vende uma bike para comprar outra, faz um ajuste aqui, outro ali, até conseguir chegar no equipamento que sonha.


Essa Filante vem equipada com o grupo Shimano Dura‑Ace Di2 R9200, o topo de linha da Shimano. É um sistema eletrônico de 12 velocidades, extremamente preciso, rápido e confiável. As trocas são instantâneas e a ergonomia do sistema wireless deixa a bicicleta ainda mais limpa e moderna. É o tipo de equipamento que mostra o quanto a tecnologia do ciclismo evoluiu nos últimos anos.




No cockpit eu uso um conjunto exclusivo de mesa 125 mm e guidão 400 mm, com o PRO Stealth Saddle, um selim com trilhos de carbono que, na minha opinião, é simplesmente um dos melhores do mercado. Ele foi pensado para performance, estabilidade e conforto em posição agressiva de pedalada.


Também utilizo o PRO Vibe Aero handlebar, numa configuração que praticamente só existe essa aqui no Brasil. Esse conjunto veio exclusivo para mim, algo que valorizo muito porque mostra o cuidado na montagem da bicicleta e no ajuste fino da posição.


Nos pneus eu uso os Maxxis Pursuer. O fabricante não recomenda oficialmente o uso tubeless, mas eu uso dessa forma há dois anos, e posso dizer com tranquilidade que é um dos melhores pneus que já utilizei na minha vida. Ele tem ótima rolagem, boa resistência e um custo muito mais acessível do que muitos pneus tubeless do mercado. Quem pedala muito sabe: pneu tubeless normalmente não é barato. E encontrar um que entregue desempenho e custo-benefício é raro.


Potência e dados: tecnologia brasileira da U2E


Nessa bicicleta eu também utilizo um medidor de potência da U2E. https://u2e.com.br/ Pode pedir o desconto do Macedo

A U2E é uma empresa brasileira que vem ganhando muito espaço no mercado justamente por desenvolver tecnologia acessível e confiável para ciclistas que querem treinar com dados de verdade.

Durante muito tempo, treinar com potência era algo extremamente caro e praticamente inacessível para a maioria dos ciclistas. Os medidores eram importados e custavam valores muito altos. A proposta da U2E foi justamente democratizar essa tecnologia, criando um sistema eficiente que pode ser instalado diretamente no pé de vela do próprio ciclista, sem precisar trocar todo o conjunto de transmissão.

Isso torna o equipamento muito mais acessível e prático.

Treinar com potência muda completamente a forma de evoluir no ciclismo. A potência mostra exatamente o esforço que tu está produzindo, independentemente de vento, terreno ou variação de velocidade. É a ferramenta mais precisa para controlar intensidade de treino, acompanhar evolução e organizar sessões de forma científica.

E para mim tem algo ainda mais importante nisso tudo: é uma empresa brasileira desenvolvendo tecnologia de alto nível para o ciclismo.

Eu acredito muito no trabalho da U2E e no potencial que o Brasil tem para desenvolver soluções próprias dentro do esporte.


Vestuário: Free Force

Quando o assunto é roupa de ciclismo, eu pedalo usando Free Force.

Já trabalho com a Free Force há varios anos, e posso dizer com tranquilidade que é um dos melhores materiais que já usei. O grande destaque deles é o forro, que na minha opinião é um dos melhores do mercado em termos de conforto e durabilidade.

A empresa desenvolve tudo aqui no Brasil, com muita atenção ao ciclista real — aquele que pedala muito, treina forte e precisa de equipamento confiável.

Além da qualidade, eles conseguem manter um excelente custo-benefício, algo muito importante num esporte que muitas vezes pode se tornar caro.

Se quiser conhecer os produtos deles, vale a pena visitar o site:



Óculos: HB tecnologia fotocromática da HB 

Nos olhos eu uso o HB Guide Photocromático, da HB Eyewear.Escolhi a lente fotocromática por um motivo muito simples: eu pedalo muito cedo. Muitas vezes saio 5 da manhã, quando ainda está escuro.                                                            A tecnologia fotocromática permite que a lente se adapte automaticamente à quantidade de luz. Quando está escuro ela permanece clara, e conforme o sol nasce ela vai escurecendo gradualmente, normalmente assumindo um tom avermelhado ou fumê.                                                                                              Isso evita ter que trocar de lente ou pedalar sem óculos no início do treino. É uma solução extremamente prática para quem pedala ao amanhecer.                                                                     A HB é uma empresa brasileira que vem crescendo muito no cenário esportivo e investindo forte em tecnologia óptica.

Segurança: capacete Lazer

O capacete que eu uso é o Lazer Strada, da Lazer, uma das marcas mais tradicionais do ciclismo mundial, com mais de 100 anos de história no desenvolvimento de capacetes.

Uma das coisas mais interessantes nesse capacete é a tecnologia KinetiCore, que foi desenvolvida depois de mais de uma década de pesquisa da Lazer. Diferente de alguns sistemas que adicionam camadas extras dentro do capacete, o KinetiCore já nasce integrado à própria estrutura do casco.  

Dentro do capacete existem blocos especiais de espuma chamados “controlled crumple zones”, algo parecido com as zonas de deformação dos carros modernos. Em caso de impacto, esses blocos são projetados para deformar e absorver a energia da pancada, reduzindo a força que chega ao cérebro do ciclista. Além disso, eles ajudam a dissipar impactos tanto diretos quanto rotacionais, que são muito comuns em quedas de bicicleta.  

Como essa tecnologia já faz parte da estrutura do capacete, ela também traz outras vantagens importantes: o capacete fica mais leve, mais ventilado e utiliza menos plástico na fabricação, o que melhora o conforto e reduz impacto ambiental.  

No final das contas, é um capacete pensado para quem pedala sério: leve, bem ventilado e com um sistema de proteção que foi projetado para absorver energia e proteger o cérebro em caso de acidente




Nutrição: Alquimia da Saúde

Nos treinos eu utilizo os géis da Alquimia da Saúde.

Entre os géis, um dos que mais gosto é o ImpulsE, que utiliza uma combinação de frutose e maltodextrina. Essa mistura permite uma absorção energética mais eficiente, utilizando diferentes vias metabólicas do corpo para fornecer energia durante o exercício.

Mas o produto que eu uso todos os dias como pré-treino é o Nitro 600, um suplemento à base de beterraba concentrada, rico em nitratos.

Existe hoje uma grande quantidade de estudos científicos mostrando que o nitrato alimentar pode melhorar o desempenho aeróbico. No organismo, o nitrato é convertido em óxido nítrico, que ajuda na dilatação dos vasos sanguíneos, melhora a eficiência muscular e pode reduzir o custo energético do exercício.

Isso significa, na prática, mais eficiência para pedalar forte por mais tempo.



Recuperação: Pro Size

No pós-treino eu utilizo o Pro Size.

Sinceramente, é o melhor whey protein que eu já utilizei até hoje. A digestibilidade é excelente, a qualidade da proteína é alta e ele ajuda muito na recuperação muscular depois de treinos intensos.

Quem quiser experimentar pode comprar diretamente pelo site deles usando o meu cupom:

(MACEDARIA)





Maiss Bike Store                                                                                   Além de tudo isso, eu também trabalho na Maiss Bike Store.                  A loja é um projeto que levamos muito a sério. Lá a gente trabalha com bicicleta de verdade, com transparência, atendimento honesto e muito respeito por quem pedala.                                                                         Se de alguma forma tu quiser apoiar o meu trabalho, a melhor maneira é simples: entra em contato comigo na loja e compra tua bicicleta ou teu acessório com a gente. Porque no final das contas é isso que mantém tudo funcionando. É assim que eu consigo continuar pedalando, produzindo conteúdo e ajudando mais pessoas a entrarem no ciclismo.                                                                                                                             WHATAPP DA MAISS https://wa.me/5551992056182                                                                                                                                                               E é isso que, por enquanto, me acompanha em 2026.


domingo, 24 de maio de 2020

História do Câmbio!

Imagine só, meu pai o seu Arthur V.M.de Macedo que nasceu em 1920 viveu quase toda a evolução dos câmbios de bicicleta.
Uma bicicleta de competição tem muitas peças importantes, mas uma em especial tem uma importância maior (sem ela o Mountain Bike sequer existiria e ninguém seria BRUTÃO), e muitas vezes nem damos muita atenção a ela. Essa peça é câmbio de marchas. Embarque nesse post para conhecer mais sobre o descarrilhador, ou câmbio de bicicleta e a sua história.

Câmbio traseiro, essa peça reformulou a história da bicicleta.


Origem
O ciclismo de estrada é o pai dos esportes com bicicleta, e foi através dele que surgiu a necessidade de se criar uma forma dos ciclistas vencerem as montanhas das provas da Europa, por que de FIXA não era tão vantajo.
O início de tudo se deu com a criação da roda livre, pois os atletas podiam parar de pedalar para descansarem os músculos, além de ser muito mais seguro para pedalar. A partir daí começaram a surgir as primeiras “soluções”. A primeira delas foi em 1914, com a adoção de uma roda com duas engrenagens, uma maior para trechos mais íngremes e outra menor para trechos planos.
Sistema de inversão da roda. Esse mecanismo permite a centragem da roda de acordo com a engrenagem escolhida
Cubo traseiro.com.duas catracas
Sistema de inversão da roda. Esse mecanismo permite a centragem da roda de acordo com a engrenagem escolhida
Os ciclistas tinham que parar, tirar a roda traseira da bicicleta e inverter o lado da roda para usar a engrenagem que precisavam. 
Os ciclista da foto estão invertendo as rodas das sua bicicletas num Tour de France da década de 1930
Imaginem uma cena dessas em pleno Tour de France
Os ciclistas da foto estão invertendo as rodas das suas bicicletas num Tour de France da década de 1920
O próximo passo foi a criação de rodas livres com 2 ou 3 engrenagens (algumas bicicletas que usavam esse equipamento eram de cubo contra-pedal). As rodas usavam “borboletas” no lugar das porcas, o ciclista girava as borboletas e encaixava a corrente no pinhão que iria usar e apertava novamente as borboletas e seguia em frente. As vezes as rodas saíam do centro durante o percurso e o ciclista tinha que saltar da bicicleta e ajustar a roda novamente!
Sistema de 2 engrenagens e mudança manual. Repare nas borboletas usadas para apertar e afrouxar as rodas
Sistema de 2 engrenagens e mudança manual. Repare nas borboletas usadas para apertar e afrouxar as rodas
O grande problema de parar para ajustar a roda não durou muito tempo, ainda na década de 1920 Alfredo Binda usava um esticador com roldana que ajustava a tensão da corrente, esse esticador ficava preso próximo ao movimento central e era acionado por uma alavanca.
Sistema de mudança manual com esticador de corrente
Sistema de mudança manual com esticador de corrente
Entre 1924 e 1925 uma fábrica de bicicletas chamada Ancora, criou uma novidade, o Câmbio Victoria. Este câmbio usava um esticador com mola e trocava a corrente nos pinhões através de um dispositivo de duas aletas, fixado no lado de cima do tubo traseiro horizontal, um pouco a frente do pinhão. A troca de marchas acontecia pelo girar desse tirante para um lado ou para o outro, bastando apenas pedalar para trás. Com o uso da mola no esticador, a corrente ficava sempre ajustada. Este câmbio, batizado com o nome de “Vittória Margherita”, já permitia o uso de uma roda livre de quatro velocidades, e a partir dele os melhoramentos foram acontecendo rapidamente.
O câmbio Victoria usado nas bicicletas Ancora
O câmbio Victoria usado nas bicicletas Ancora
Surge uma lenda
A 2° Guerra Mundial colocou um intervalo nas competições e no desenvolvimento tecnológico das bicicletas, mas logo após o fim da guerra, as atividades foram retomadas e as novidades começaram a surgir. Os câmbios deram um grande salto.

O nome que, dali para a frente, passaria a ser sinônimo de desenvolvimento tecnológico era: Campagnolo



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Na semana passada começamos a contar a história desse equipamento tão importante na história da bicicleta e do ciclismo em geral. Vamos conhecer agora a história do homem que revolucionou a história da bicicleta, Tullio Campagnolo.
Nasce uma lenda 
Tullio Campagnolo nasceu em uma modesta família em Vicenza, Itália. Foi na loja de ferragens do pai que Tullio adquiriu a habilidade mecânica que o ajudaria a desenvolver os produtos que revolucionariam o ciclismo. Nessa época ele era um ciclista amador, chegou a correr a Milão – São Remo e Volta da Lombardia. Foi durante essa época que ele pôde vivenciar as dificuldades que os outros ciclistas passavam, como remover a roda para mudar de marcha. Em 11 de novembro de 1927, Tullio estava atravessando o Croce D´Aune, na corrida Gran Premio della Victoria e precisou remover a roda para mudar a marcha, mas suas mãos estavam tão geladas que ele não conseguiu soltar as borboletas que prendiam a roda, o que o fez perder a corrida.

Tullio Campagnolo no Gran Premio della Victoria
Tullio Campagnolo no Gran Premio della Victoria
Enquanto lutava para soltar a roda ele pensou que alguma coisa na roda traseira precisava mudar. Ele voltou para sua oficina e saiu de lá com uma alavanca de fecho rápido, hoje nossa velha conhecida blocagem de eixo. Antigamente entre o ciclistas aqui, era chamado de “eixo agulha”.
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Primeiro modelo de blocagem Campagnolo. Ainda era usado com um câmbio tipo alavanca

A blocagem ou fecho rápido foi apenas a primeira de uma série de inovações que saíram da oficina de Tullio Campagnolo. Foi dessa humilde fábrica em Vicenza que surgiu a idéia do Derailleur (descarrilhador), mais conhecido aqui como câmbio traseiro. Como vimos na parte I desse nosso post, antes do câmbio traseiro existir, os ciclistas tinham que inverter a roda traseira para poderem trocar de marchas, o que além de dar muito trabalho, era muito pouco para escalar as montanhas da França ou Itália. Campagnolo pensou num sistema diferente, então em 1933 ele inventou o primeiro descarrilhador do mundo. Continuou aprimorando o projeto e desenvolveu o Câmbio Corsa em 1940.
Câmbio Corsa
Câmbio Corsa
Logo depois ele lançou o Câmbio Roubaix que combinava o fecho rápido e a troca de marchas numa só alavanca. Para os padrões de hoje é um sistema bem complicado, mas para época era avançado, era a primeira vez que um ciclista podia trocar de marcha em movimento. Para fazer a troca de marcha, o ciclista folgava a roda traseira abrindo a blocagem (isso enquanto pedalava!), então com a outra alavanca ele movia a corrente na direção de um pinhão para o outro, quando a mudança era finalizada ele reapertava a blocagem. Esse sistema rudimentar revolucionou o ciclismo! Fausto Coppi e Gino Bartali foram alguns dos ciclistas que venceram muitas provas com os câmbios Campagnolo. Até a década de 1950 esses câmbios ainda eram usados. Foi a partir da década seguinte que Tullio desenvolveu um projeto de câmbio muito parecido com os atuais. O surgimento da Campagnolo como o fabricante definitivo de componentes foi devido, em grande parte, à própria pessoa de Tullio e ao seu conceito de fazer uma ligação entre o produtor e o usuário final. Prenunciando a P&D (Pesquisa & Desenvolvimento) das companhias de hoje, Tullio começou seguindo as competições pessoalmente, ouvindo sugestões dos ciclistas e modificando os produtos para atender às necessidades deles.A partir da década de 1950 Tullio desenvolveu o primeiro câmbio de paralelogramo, padrão que é utilizado até hoje. Foi o câmbio Gran Sport 1012.

Tullio Campagnolo criou o padrão de câmbio usado até hoje
Tullio Campagnolo criou o padrão de câmbio usado até hoje!

Câmbio Gran Sport 1012, o primeiro câmbio em paralelogramo do mundo
Câmbio Gran Sport 1012, o primeiro câmbio em paralelogramo do mundo
Nasce “O Grupo”
Na segunda metade dos anos 1950 Campagnolo introduziu o câmbio Record, acompanhado de uma série de novos componentes, pois até então os fabricantes de bicicletas utilizavam peças de diversos fornecedores, Campagnolo introduziu o conceito de grupo formado por uma gama de componentes construídos pelo mesmo fabricante e projetados para interagir do melhor modo possível. De lá até os dias atuais a Campagnolo segue sendo uma das principais marcas do ciclismo mundial e sempre inovando.
O gênio Tullio Campagnolo
O gênio Tullio Campagnolo
Tullio Campagnolo é um exemplo de dedicação e pesquisa, sempre atento as necessidades dos ciclistas e entusiastas da bicicleta.
Arthur V.M de Macedo 1940 




Fontes:
https://Campgnolo.com.it
https://vizionbikes.wordpress.com

sábado, 2 de maio de 2020

Shimano. Tudo o que você precisa saber!




Você conhece os grupos de componentes da Shimano?
A Shimano é uma empresa multinacional japonesa, fabricante de peças para ciclismo e pesca, fundada em 1921.
Com cerca de 75% de seu faturamento oriundo da venda de produtos para bicicletas, a empresa diversifica seus produtos de acordo com o uso do equipamento, desde linhas profissionais até linhas para passeio.

Em 1956, quando a Shimano lan;ou o seu primeiro sistema de mudança de velocidades, além do trabalho de forjas a frio forjados para produzir os componentes, revolucionou o ciclismo. Lentamente, ao longo dos anos a Shimano lançou novos componentes para formar grupos completos que conhecemos hoje.

Em 1965 ela começou a abrir as portas para o exterior através da abertura de seu primeiro escritório em Nova York. Atualmente, possui muito mais de 20 unidades fora do Japão, entre fábricas e escritórios com distribuidores espalhados ao redor do mundo.

Dura-Ace 7400 1984

Você sabia que em 1984 a Shimano mudou a história da bicicleta com o lançamento de um sistema que indexava as marchas chamado SIS, na linha Dura Ace. Pois até então para se trocar de marcha o ciclista precisava “encontrá-las”, a troca dependia da sensibilidade e experiência do ciclista para saber quando a marcha estava  bem encaixada. A tecnologia SIS sincroniza o acionamento do trocador com o câmbio, assim quando se aciona o trocador e se ouve o clique você já sabe que a marcha mudou, “um clique = uma marcha”.





Shimano M700 antecessor do Deore XT

Já em 1986 a Shimano lançou seu primeiro grupo Deore, chamado XT, que foi uma revolução em comparação com Shimano M700 que vinha sendo usado desde 1981. Este novo grupo incorporou uma nova tecnologia SIS index, que estaria presente nos anos seguintes.
Saiba mais nesse Link http://www.disraeligears.co.uk/Site/Shimano_Bicycle_System_Components_1986_scan_19.html


Esta tecnologia foi aplicada ao desviador traseiro para melhorar a eficiência e desempenho. A mudança teve um cassete de 6 velocidades, que ao longo do tempo evoluiu para o cassete de 12 velocidades de hoje 2020.



Versões, atualizações e códigos.

Todos os grupos Shimano recebem atualizações de tempos em tempos, herdando tecnologias superiores que apareceram antes nos grupos mais profissionais.

Porém, o nome do modelo não muda. Ou seja, um freio XTR do ano 1992 continua se chamando XTR em 2020, mas estes serão produtos de desempenho, design e compatibilidade totalmente diferentes.


Manetes de freio - Todos são XTR, porém versões (anos) diferentes
Marcas de bicicletas ou carros em geral mantem o nome, mas diferenciam seus produtos pelo ano; Já a Shimano, usa códigos para diferenciar as versões de um produto.
Componentes XTR 1992

Por exemplo, a linha de componentes Saint teve sua última reformulação em 2012 e seu código atualmente usa o sufixo M802.

Sendo assim, uma manete de freio Saint, em 2017 tem seu código BL-M820, sendo que BL significa brake lever (manete de freio em inglês). Então, a manete de freio da versão anterior, chamada BL-M810 é diferente da atual BL-M820, apesar de todas serem manetes de freio Shimano Saint.





Para você entender melhor os códigos dos componentes da Shimano e qual componente combina com o seu componente, a shimano tem o site https://si.shimano.com



Hierarquia dos grupos de Mountain BIKE

Existe ma linha de câmbios que fica sem classificação de grupo, Você pode encontrar ele só com o nome Shimano e geralmente elas são de 6/7 velocidades
Adicionar legenda





1 - Tourney


Esta é a linha de componentes mais básica. Ao contrário do que muitos pensam, você pode montar uma bicicleta totalmente Shimano, de custo reduzido, com esta linha mais simples, porém eficaz.

Atualmente na versão TX-800, o Tourney TX possui cassetes de 8 velocidades e pedivelas com três coroas. Trata-se de um pacote de componentes voltado ao uso de passeio mais urbano, com leves incursões na terra (trilhas e estradões light).

A Shimano ainda oferece o grupo nas versões 6 e 7 velocidades e diversos modelos de trocador, com opções de acionamento no dedão, Thumb Shifter, e no punho com giro, Revoshifter, ou com duas alavancas. Para frear, freios V-Brake e a disco, com acionamento mecânico. A linha possui câmbios dianteiros para pedivelas de 2 velocidades.

Esse é o Tourney tá de 6 velocidades



2 - Altus



Uma linha já superior ao Tourney, a linha Altus é destinada para a prática de mountain biking casual e uso urbano.
Altus RD280 7/8 v
 Ele possui versões com 7, 8 ou 9 velocidades no cassete.
Altus m310 8v











Todas com pedivelas triplos e eixos de ponta quadrada.
Já o câmbio traseiro, conta com a tecnologia Shadow.

Os manetes de freios possuem acionamento por cabo e também opção para freios a disco hidráulicos. Apesar de não possuir uma pedivela dupla, existem câmbios dianteiros e trocadores Altus para 2x, além de câmbios dianteiros Side Swing.




3 - Acera

O Acera de 9 velocidades é o segundo grupo mais básico da Shimano a utilizar freios a disco hidráulicos. Seu uso é indicado para o MTB casual, com um pouco mais de autonomia e jogo de cintura. A geração atual é a M3000, que possui opções para 3x9 e 2x9 velocidades, contando inclusive com pedivelas em duas peças e eixo integrado, tecnologia que oferece muitas vantagens em relação aos tradicionais eixos de ponta quadrada ou octalink.


O câmbio traseiro recebeu o desenho Shadow e o dianteiro agora possui a opção de Side Swing. A linha Acera ainda possui versões com 8 ou 7 velocidades.

4 - Alivio

O Alivio é o grupo de entrada da Shimano para uma prática mais entusiasmada do MTB. Embora não seja voltado e nem recomendado para competições, o M4000 - modelo mais atual - reúne um pacote de tecnologias que permite um bom rendimento em trilhas.

O grupo conta com freios a disco hidráulicos com manetes para dois dedos. Os trocadores podem ou não vir com manetes de freio integradas. Possui também uma bela pedivela com eixo integrado com opções para duas ou três coroas e ainda recebeu um cassete 11-36, para uso com a pedivela dupla. Ainda existem pedivelas com proteção de corrente e uma para eixos Octalink.

5 - Deore

Segundo a Shimano, o Deore M6000 é um grupo capaz de oferecer um desempenho real, indicado para cross-country e trail em bikes rígidas ou full-suspension. O grupo possui 10 velocidades na traseira, podendo ser utilizado com coroas duplas ou triplas. O pedivela conta com o desenho de quatro braços das linhas mais avançadas, sendo que o cassete pode ter a combinação de até 11-42 dentes.

Os manetes de freio ganham acionamento para apenas um dedo e sistema Sevo Wave que deixa as frenagens mais rápidas. O câmbio traseiro possui versões com ou sem trava (Shadow RD Plus). Os centrais são todos para pedivelas com eixo integrado e os câmbios dianteiros ganham suas versões side-swing.


6 - SLX


O SLX M7100 é a versão de 12 velocidades do grupo intermediário da Shimano. Ele segue os mesmos padrões de projeto do XT M8100 e do XTR M9100, apostando em opções 1x12 e 2x12. Confira todos os detalhes do SLX M7100 nesta matéria do Pedal.

Assim como seus irmãos mais avançados, ele possui tecnologias como o Hyperglide + que deixa as trocas mais rápidas, além de novos freios e cubos específicos para cassetes de 12 velocidades. Seu funcionamento é bem semelhante ao dos modelos topo de linha, sendo a maior diferença alguns detalhes no trocador e, como era de se esperar, um peso mais elevado.

7 - XT

Assim como o XTR, o XT ainda está disponível em duas versões, uma para cassetes de 12 velocidades (M8100) e acionamento mecânico e outra para cassetes de 11 velocidades (M8050) e acionamento eletrônico Di2. Confira todos os detalhes na matéria de lançamento do XT M8100 no Pedal.

O M8100 é praticamente um clone do XTR M9100, mas com algumas mudanças que acabam elevando um pouco seu peso, reduzindo também o preço. A versão de 12 velocidades recebeu modificações nas pinças e manetes de freio e outras alterações que você conferiu nesta matéria do Pedal com o lançamento do XT de 12 velocidades. O M8100 possui versões 1x12 e 2x12, enquanto o M8050 aposta em opções 1x11 e 2x11.

8 - XTR


O mais leve e tecnicamente mais avançado grupo da Shimano para praticantes de MTB está atualmente em sua versão M9100 com opções 1x12 e 2x12. Porém, a versão Di2 1x11, 2x11 e 3x11 chamada M9050 ainda está disponível, sempre com controle pelo aplicativo E-tube.

A versão de 12 velocidades possui novas tecnologias que deixam as trocas de marcha mais rápidas e silenciosas, coroas únicas que vão de 30 a 38 dentes, pedivelas duplas e cassetes 10-51 e 10-45. Outro detalhe que foi extensamente modificado no M9100 foram os freios, que receberam versões completamente novas de manetes e pinças para 2 ou 4 pistões.



Downhill e uso extremo

Por se tratar de um equipamento mais específico, não fazia sentido manter os grupos para uso extremo da Shimano na mesma categoria dos outros, já que seria impossível encaixá-los de forma hierárquica entre os outros modelos. Veja os dois grupos para esse uso.

1 - Zee


Abaixo do Saint na hierarquia, o Zee é um pouco mais pesado e não possui algumas tecnologias. Conta com 10 velocidades na traseira e pedivela de apenas uma coroa.

O câmbio traseiro possui um projeto mais reforçado, trava e cage curto para manter a corrente sob controle em situações extremas. Apesar de funcionar com pinhões de apenas 28 dentes no máximo, ele é acompanhado de um extensor para aceitar cassetes de até 36 dentes.

2 - Saint

O Saint, atualmente na linha M802, é um grupo voltado para competidores de Downhill em alto nível, como Copas do Mundo, etc.. O pedivela tem apenas 1 velocidade e, segundo a Shimano, a peça é a mais forte de sua linha, aproveitando-se de muitas partes em aço.

Já o câmbio traseiro tem um desenho diferenciado com cage curto e trava, com capacidade total de 28 dentes, expansível para 36.

As pinças de 4 pistões de cerâmica trabalham em conjunto com discos Ice-Tech para manter o máximo de rendimento.


Tecnologias.

Fora os componentes a gigante Shimano é líder absoluta no desenvolvimento de tecnologias.
Como o sistema de pedais clipless SPD e o pedivela integrado Hollowtech II, entre outros. Conheça mais sobre a nomenclatura das tecnologias empregadas pela marca japonesa:

2-Way-Release – Sistema de passadores de marcha cuja alavanca menor pode ser operada tanto pelo dedo indicador (puxando a alavanca) quanto pelo polegar (empurrando-a).

Cartridge Bearing Headset – Caixa de direção patenteada que permite o ajuste fino dos rolamentos para compensar tubos de direção desalinhados.

Cartridge Bottom Bracket – Movimento central (também conhecido por caixa de centro) selado. Gradativamente sendo substituído pelo sistema integrado pedivela/movimento central.


Rotor de freio com trava Center Lock


Center-Lock – Sistema de fixação do rotor do freio que, ao invés dos tradicionais seis parafusos utiliza um único anel rosqueado, em padrão similar ao utilizado para fixar cassete do tipo Hyperglide no freehub.

Custom-Fit – Sistema de ajuste que, mediante a aplicação de calor e vácuo, molda-se a palmilha aos pés do ciclista, garantindo um ajuste personalizado.

CI-Deck (Central Information) Deck – Ciclocomputador com informações sobre o posicionamento das marchas da bicicleta.. (C201/C101/C050)

Di2 (Digital Integrated Intelligence) –  Nomenclatura oficial dos câmbios eletrônicos da marca.

Double Servo Panta Mechanism – Mantém a polia do câmbio dianteiro em uma distância constante e uniforme de cada um dos pinhões do cassete.

Dual Control – Refere-se às manetes de freio de bicicletas de estrada, integradas aos trocadores de marcha.

Dual SIS – Sistema de câmbio indexado.

Dyna-Sys –Última geração de sistema de transmissão, compatível com 2×10 ou 3×10 velocidades.

Front Hub Roller Brake Modulator – Sistema de freios a tambor desenvolvido para bicicletas de passeio (grupos Nexave C500, T400, T300 e Nexus).


Cassete com o sistema Hyperglide

HG – Hyperglide – Sistema de rampas e dentes diferenciados presentes nos cassetes e corrente, que permite uma maior velocidade e suavidade nas trocas de marchas.

HG-X – Novas correntes para cassetes de 10 velocidades. São mais finas e possuem quatro tipos de elos diferentes, proporcionando melhor escoamento de sujeira e trocas mais rápidas e precisas de marcha.

Hollowtech – Sistema de pedivela cujos braços são ocos, reduzindo o peso final do componente.

Hollowtech II – Termo utilizado para designar os novos pedivelas com pernas ocas e com o eixo do movimento central integrado, diminuindo o peso final do conjunto e aumentando sua rigidez.

HyperDrive –  Sistema de rampas e pinos presentes nas coroas, que permite uma maior velocidade e suavidade nas trocas de marchas.


Freio a disco Shimano Saint, com tecnologia Ice-Tech no rotor e na pastilha de freio

Ice-Tech – Tecnologia de resfriamento dos freios a disco, que consiste em fabricar os rotores (discos) em uma estrutura de “sanduíche”, formada por 3 camadas: um núcleo de alumínio e duas camadas de aço inoxidável na parte exterior, a fim de dissipar o calor mais elevado do alumínio e reduzindo da temperatura da superfície do rotor em cerca de 100 graus.

Também dá nome às pastilhas de freio com aletas (superfícies articuladas) de refrigeração em alumínio, que visam melhorar a dissipação de calor e reduzir a temperatura da superfície das pastilhas de freios.



IG (Interactive Glide) – Evolução do sistema HG, disponível para transmissões de até 3 x 8 velocidades.

Integrated Power Modulator – Utilizado em freios de aro (V-Brakes). Siatema de modulação de força que absorve o excesso de pressão na manete para evitar o travamento da roda.

Light Alloy Sprocket Carrier – Anel de fixação do cassete no freehub da roda, feito em alumínio.

Linear Action Rear Derailleur – Sistema que utiliza uma polia para conduzir o cabo de marcha até o câmbio traseiro, diminuindo o atrito e tornando a troca de marchas mais macia. Utilizado em grupos de bicicleta de passeio (Nexave C900, C600 e C500)

M-System – Composto especial para sapatas de freios V-brakes pads, com maior capacidade de frenagem em condições de chuva.

Mega Range – O maior pinhão do cassete, com 34 dentes.

Mono-Body Caliper – Sistema de construção das pinças de freios a disco em uma única peça, garantindo assim a rigidez e a redução do peso final.

Octalink – Sistema de encaixe de oito dentes do pedivela no movimento central. Está sendo substituído gradativamente pelos pedivelas integrados Hollowtech II.


Passador SLX, com visor Optical Gear Display

Optical Gear Display – Visor dos passadores de marcha Rapid Fire.

Parallel-push linkage – Mantém as sapatas de freios do tipo V-brake paralelas ao aro da roda, aumentando sua capacidade de frenagem.

Rapidfire – Sistema de trocador de marcha indexado.

Rapid Rise Rear Derailleur – Sistema de câmbio invertido, no qual as molas tensionam o câmbio na direção do maior pinhão do cassete ao invés do menor. Preferido por alguns ciclistas em relação ao sistema convencional.

Revoshift – Alternativa da Shimano aos passadores de marcha Grip-Shift da rival SRAM. Utilizado em grupos de bicicletas de passeio (C201, C101, C050 eNexus).

Servo Wave – Sistema encontrado nos modelos de freio a disco hidráulico, que permite alterar os pontos de pressão da pastilha de freio no rotor de acordo com o curso da manete. No início do curso da manete, as pastilhas tocam levemente o disco, enquanto que ao se apertar a manete, os freios apertam firmemente em contato com o rotor sem a necessidade de força por parte do usuário. O sistema oferece uma boa separação entre as pastilhas e o rotor, eliminando arrasto involuntário dos mesmos.

Shadow Plus – Sistema presente em alguns câmbios traseiros topo de linha que aumenta a tensão da corrente, evitando o chacoalhar da mesma e aumentando a eficiência das trocas de marcha em terrenos acidentados.

SPD (Shimano Pedalling Dynamics) – Sistema de pedais de encaixe (clipless).

Super Narrow HG – Corrente para grupos de transmissão de 3 x 9 velocidades





quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Canal no YOUTUBE

Vou virar blogueirinho.
Siga o canal que quando sobra tempo nas atividades da Maiss eu posto maiss

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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

As melhores Bicicletas para você ser enganado!

Existe uma diferença entre uma Bicicleta feita para "pedalar" e outra para "vender"
Muito Cuidado quando você lê ou vê essas promoções de bicicletas ou peças abaixo do preço.
Bicicletas com valores muito baixos é sinal de qualidade baixa.
Um sistema de freio bom da Shimano ou outro fabricante esta na media de 200 reais mecânico, como uma bicicleta pode custar 400 ou 500 reais te dando qualidade
Existe alguns sites que vendem bicicletas que não foram desenvolvidas para se pedalar, e sim para virar cabide, Por que CABIDE?
Por que, compra uma bike 29 com um grafismo bonito de R$ 999 reais QUE VEM SÓ COM O CÂMBIO TRASEIRO SHIMANO mas com peças e quadros de péssima qualidade fazendo a pedalada não render e a bike estragar rápido.
Outro EX: uma pessoa com 1,90 de altura pesando 100kg precisa de uma bicicleta com rodas e cubos fortes (cubo é o núcleo que fica no meio da roda) e nunca vi no mercado e nem na irternet nenhuma bike que venha com um bom kit de peças por menos e R$ 1399,00.
Outra coisa que deve valer 40% do valor da bike é o quadro, se voce não tiver um bom quadro, não vale e nem adianta ter boas peças, existe marcas na internet de bikes que não vou citar aqui, mas que os quadros saõ tao ruins que eles nao desenvolvem , mas isso tu só vai entender quando andar muito em uma bike ruim e depois andar em uma bike boa.
O que é uma bike boa?
Vá a uma loja de confiança e acredite nos mecânicos e vendedores, se tiver duvida vá em maiss lojas ou procure alguém que seja referencia de bike.
Selim! não adianta comprar uma bike e não conseguir sentar nela, preços baixos não tem milagre.
Uma pessoa que compra uma bicicleta ruim, não vai conseguir sentar no banco/selim por que ele vai ser desconfortável e a experiência de pedalar vai ser ruim, fazendo ele não querer mais pedalar.

Alguns anúncios mostra grandes vantagens, mas só acredita quem nao tem conhecimento técnico do que esta se falando.

Mas essa bicicleta é toda shimano!
Shimano tem cambio de entrada que custra entre 35 a 55 reais e cambios bons que custam entre 79 a 129 reais. E isso faz muita diferença.
Cuidados com essas materias fake

Se mine de informações, e faça um investimento consciente.
Comprar uma bike com consciência é o maiss BARATO!